Tecnologia do Blogger.
ARQUIVO MALDITO



No quinto episódio do Arquivo Maldito, as arquivistas voltam no tempo para investigar as origens das tão temidas e queridas Bruxas. Subam em suas vassouras e venham conosco!

Sintam-se convidados a nos enviar dicas, críticas, recomendações e elogios!
Entrem em contato conosco e nos sigam nas redes sociais:
Facebook: https://www.facebook.com/artemaldita1993
Instagram: @artemaldita - @arquivomacabro
Gmail: artemaldita1@gmail.com
Blog: https://artemaldita.blogspot.com
Spotfy: https://open.spotify.com/show/3CBUIEyJ7qe0x51IoCerqq
Anchor: https://anchor.fm/arte-maldita

Referências:
NEWMAN, Kim. Nightmare Movies: Horror on Scren Since 1960. Bloomsbury. 2011.
ROCHA, Laila L; BELARMINDO, Larissa; PESANHA, Luciane. Bruxa: Uma Construção Histórica da Mulher que Conhece o Próprio Corpo. In: 4º Seminário Internacional de Educação e Sexualidade. Vitória -ES, 2016.
SOUZA, Laura de Mello e. A Feitiçaria na Europa Moderna. Série Princípios. Ática. São Paulo, 1987.
Vídeos:
In Praise of Shadows - Witches in Horror Movies: https://youtu.be/irNsQLhwbpw
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários

Obrigada a todos os espécimes do homus nerdus punheteirus, por me fazerem contrapor dois filmes protagonizados por mulheres. Sério, estou muito grata.

1.      Uma Emancipação Incômoda:

Aves de Rapina foi lançado em fevereiro de 2020 já causando muito alvoroço, boa parte porque o público masculino caiu matando no discurso explicitamente feminista da produção. Com o passar dos meses, por conta do meu vício masoquista em ler comentários nas redes sociais passei a perceber que sempre que aparecia uma postagem aleatória sobre o filme estrelando Arlequina e companhia, havia um conjunto de “nerdes” falando que o filme era uma bosta feminista lacradora e que Alita: Anjo de Combate se saía muito melhor, como se fosse possível uma comparação justa entre ambos os filmes.

Isso me fez questionar: por que os alguns homens gostaram tanto de Alita e odiaram Aves de Rapina? É bastante curioso porque eu não me lembro da personagem de Margot Robbie ter despertado tamanha aversão quando apareceu em Esquadrão Suicida, na verdade muita gente concordava que ela era um dos pontos altos do filme.  Entre um filme e outro alguma coisa mudou, mas o que?

2.      A Protagonista Ideal dos Homens:

Percorrendo sites de crítica cinematográfica, não é preciso ir muito longe para ver a defesa quase unânime de Alita por parte do público masculino.  Alita é fofa, adorável, badass, bonita e tem cintura fina. Alita nunca reclama, Alita gosta dos homens ao seu redor, Alita não é desagradável, nunca parece ter vontade própria ou se expressar de forma que vá contra a vontade dos personagens masculinos. Ela literalmente se dá a eles.

Aposto que esse cara nem sequer leu o texto da Cohen, só viu e título e criticou.



Bom, o problema não é só a armadura da Alita.


Tem tanta coisa errada nesse comentário que eu nem vou pontuar, mas já dá pra ter uma noção do tipo de cara que gosta da Alita.

Sendo dirigido pelo fetichista cheio de estilo Robert Rodriguez, que não é um modelo de diretor cuidadoso quando se trata de boa representação feminina, o filme só faz repetir seus vícios ao retratar mulheres (um exemplo é a cena totalmente gratuita da personagem de Jennifer Connely aparecendo de lingerie, mesmo Alita tendo baixa classificação indicativa).

Por que a gente precisava ver essa personagem de cinta-liga?

Alita é a Nancy Callahan de Sin City, uma linda jovem (quase que acidentalmente sexy) meio ingênua, mas que sabe chutar umas bundas quando precisa. E os nerdes adoram esse tipo. Não é à toa que muitas críticas feministas não saíram adulando o filme produzido por James Cameron (envolto na polêmica “mais feminista do que eu, Patty Jenkins?”) como os homens fizeram, uma crítica boa do filme é a de Anne Cohen. A única coisa que salva esse protótipo de filme de ação é o talento e o carisma de Rosa Salazar.

Alita é o protótipo vivo do "Nasci sexy ontem"

Talvez seja tudo por pura birra, se as “feminazis da lacrosfera” odiaram eu tenho que amar, se elas amam então eu preciso odiar.
Assim como a Arlequina de Esquadrão Suicida (badass, mas sexy e maluquinha), Alita é a mulher heroína idealizada. Seja forte e determinada, mas não a ponto de incomodar os homens à sua volta.  Enquanto Arlequina era uma bonequinha, todos a amavam, mas quando essa bonequinha saiu andando por aí com suas próprias pernas e levantando sua voz, deixou de ser a queridinha deles.

3.      Baby, Se Eu Tivesse Que Escolher, Seria a Arlequina:

Talvez eu só queira ver o circo pegar fogo...

Mesmo tendo meus problemas com o cinema da DC (principalmente pela influência do Snyderverso), as últimas produções da Warner tem sido bastante satisfatórias. Navegando por estilos e gêneros diversos, parece que finalmente a produtora está encontrando seu caminho. Então, quando Aves de Rapina foi anunciado eu criei uma certa expectativa, que só foi reforçada ao saber que a crítica especializada teceu vários elogios à produção.

Não é que seja um filme perfeito (nem mesmo Alita é), mas ele sabe usar bem seus pontos fortes. A direção de Cathy Ian é estilosa e traz um ar refrescante às produções de quadrinhos atuais.

Aves de Rapina tem ritmo, boas personagens, excelentes cenas de ação, uma trilha sonora que é bem mais do que decorativa, vilões bacanas e tiradas de humor que funcionam sempre (sim Deadpool, essa foi pra você). De todas as produções recentes da Warner/DC é a minha favorita, não só por ser uma boa comédia de ação, mas por ter um discurso claro e objetivo que vai durar.

Dando uma rasteira nos machistas!

Aves de Rapina é um filme feito por mulheres e denuncia situações comuns a todas elas, mesmo que o universo da película seja fantástico. Machismo no ambiente trabalho, etarismo, sexualização, abuso sexual e tomada de consciência de suas capacidades são alguns dos pontos levantados por ele.

Se você é homem provavelmente não sabe como é sentir tudo isso, mas se você consegue empatizar com um príncipe aquático buscando uma reconexão com Atlântida, você é capaz de simpatizar com mulheres buscando libertação, algo muito mais crível. Se você não consegue, provavelmente é porque não quer, se você não quer é porque muito provavelmente você prefere mulheres que estejam num filme para serem suas namoradas imaginárias e não para denunciarem seus comportamentos sexistas (ou de seus conhecidos).

Homens preferem ver uma Alita porque isso é confortável, mas a Arlequina e as Aves de Rapina cutucam demais a ferida e vão na contramão do que eles esperam ver quando se trata de mulher. Uma coisa eu posso garantir: Alita será esquecida com seu tom aguado, mas a Emancipação Fantabulosa ainda trará muita discussão. Nada mais justo, já que elas são bem mais corajosas.


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários

No terceiro episódio do Arquivo Maldito, as Arquivistas abordam o Horror Corporal Feminino. Se você já assistiu filmes como Garota Infernal e Raw, fiquem à vontade para nos ouvir e saber mais sobre o subgênero mais grotesco e visceral do terror.

Links para o episódio:

Anchor
Spotfy
Google Podcast
YouTube
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários

Antes do Halloween de John Carpenter ser lançado em 1978, a indústria cinematográfica canadense já havia produzido seu próprio slasher com temática de feriado, o natalino Black Christmas de 1974. O filme entitulado aqui como Natal Negro ou Natal Sangrento gerou uma série de continuações diretas e indiretas e mais recentemente ganhou um remake pela Blumhouse, lançado no final de 2019, chegando por aqui em 2020.

O longa dirigido por Sophia Takal (que comandou o segmento de ano-novo "New Year, New Me" da série antológica Into the Dark), e também co-escrito por ela, não recebeu muita atenção no ano passado, mas o seu original não é exatamente uma grande estrela entre os slashers mundo afora.
Não sendo fã do original ou mesmo do remake anterior de 2006, eu pude assistir este novo sem apego saudosista algum e logo nas primeiras cenas ele me cativou.

Filmes em geral podem optar por serem discretos com suas analogias ou explícitos, a escolha de Takal é partir direto pro ataque. No filme, jovens mulheres estudantes do campus da universidade milenar Hawthorne College passam a ser mortas por um assassino que usa a alcunha do fundador da instituição para se esconder.


Sem muita sutileza (e isso não é necessariamente algo ruim) a diretora quer denunciar o machismo imbricado em instituições de ensino e na sociedade como um todo. Na primeira cena do filme temos uma moça andando sozinha à noite, ela suspeita que está sendo seguida e pega as chaves de casa segurando-as como um soco inglês improvisado (algo feito cotidianamente por muitas mulheres), o clima é agoniante por ser familiar e sem desperdiçar tempo narrativo ela nos mostra que tem plena consciência de que mensagem seu filme quer transmitir.

O filme todo se passa em um campus universitário e uma googlada básica nos permite saber que o nível de estupros e assédios contra mulheres nesses espaços é praticamente uma epidemia, caso queiram saber mais recomendo este texto da Vice. Sophia Takal usa esse ambiente, agressivo contra as mulheres por si só, como pano de fundo para sua trama.


As protagonistas da produção tem suas lutas pessoais contra o patriarcado institucional, Riley (Imogen Potts) foi estuprada por um membro da fraternidade de boys lixo da universidade, comandada pelo professor Gelson (Cary Elwes), enfrentando ele mesmo acusações e uma petição para sua retirada do cargo da aluna e amiga de Riley, Jesse (Aleyse Shannon). As jovens não são do tipo que dá descanso para discursos preconceituosos de nenhuma forma (o que pode soar panfletário no início, mas ao longo da narrativa se ajusta) e isso as torna alvos dos homens da universidade, exceto pelo jovem Landon (Caleb Eberhardt) que ganha certa simpatia do grupo.

Entrando na linha dos spoilers agora (se você não quer saber nada, assista o filme e depois leia o texto), o trecho final da produção que passa do real para o sobrenatural pode desagradar quem esperava algo mais pé no chão e eu compreendo a resistência, mas isso é mero detalhe. 

Riley e suas amigas acabam descobrindo que o busto de pedra de Hawthorne, o fundador da universidade (e suprassumo dos piores preconceitos da humanidade), possui qualidades mágicas capazes de transformar rapazes em machistinhas ferrenhos com sede de sangue feminino (ok, mais machistinhas). Depois de algumas mortes e revelações, o único homem inocente e que permanece ao lado das nossas heroínas é Landon (note que ele também é o único homem negro presente na produção, ao passo que todos os vilões são brancos e isso não está ali por acaso).

O fato de que não existe apenas um assassino também cria um ar maior de perigo, porque nos passa a sensação de que poderia ser qualquer homem, não devemos confiar em nenhum deles. Exatamente o que vítimas de abuso sentem sobre os agressores.

Ver a protagonista se empoderar depois da terrível violência que sofreu é tremendamente libertador para as mulheres que já passaram por situações semelhantes.

Há ainda quem ache o filme meio bobo e tudo bem, eu nunca disse que ele é perfeito. Alguns pontos podiam ser melhor trabalhados, mas isso não deixa ele menos divertido. É sempre bom ver homens imbecis se dando mal e morrendo pela mão de mulheres.



Share
Tweet
Pin
Share
No comentários









Share
Tweet
Pin
Share
No comentários


Aviso: Contém gatilhos para estupro e violência contra a mulher.

1. A Problemática do Subgênero Rape and Revenge:

O subgênero rape and revenge tem que acabar. É um artifício pobre, problemático e totalmente fetichizado. Os diretores e roteiristas de filmes como I Spit on Your Grave (bem como de seus remakes e sequências) não tem nenhuma sensibilidade para trabalhar com um tema tão complicado e acabam fazendo um pornô de estupro e assassinato que é intragável de assistir se você for mulher. Usar estupro como motivação para a ação feminina é um cliché que homens parecem adorar e isso tem que parar.

Eu mesma, quase não assisti à Revenge por medo de ser atormentada por esses fatores. Isso mudou quando as primeiras resenhas do filme saíram.

Dito isso, o que tem de diferente em Revenge?


2. A Mudança Necessária em Revenge:

Começando pelo óbvio, o filme tem uma mulher no comando. Coralie Fargeat além de dirigir a produção também a roteiriza e isso faz toda a diferença.

Ao contrário de I Spit On Your Grave, em Revenge a cena de estupro dura pouco tempo e acontece off screen tentando evitar ao máximo os gatilhos visuais e a erotização do estupro.

As cores são parte importante da identidade visual de Revenge.

Além disso, Coralie é uma diretora muito mais competente do que os homens que fizeram os filmes acima citados. Seu filme é estiloso e bem feito, a fotografia é quente referenciando ao cinema explotation, as cores são fortes e simbólicas e as técnicas de filmagem são mais sofisticadas.

Sendo assim, Revenge se torna o rape and revenge definitivo do cinema, não é necessário fazer mais nenhum filme do subgênero (muito embora uma sequência direta de I Spit On Your Grave já esteja preparada, com a filha da protagonista original, o que só prova o mau gosto desses filmes).


3. Quando a Vingança é Simétrica:

Um ponto que me chamou muito a atenção no filme de Coralie é como ela relaciona vingança e simetria de maneira visual, para evocar um tipo de justiça divina nas ações de sua protagonista.

Matilda Lutz como Jen.
A Jennifer (Matilda Lutz, ótima) de Coralie é uma mulher jovem e vibrante, cheia de vida e abertamente sexual, mas nada em seu comportamento é usado como justificativa para a violência que ela sofre. Passando um tempo com o namorado Richard em um deserto, acompanhada com dois amigos do sujeito Dimitri e Stanley, ela se diverte e age com a liberdade que tem direito, mas obviamente os homens entendem tudo como uma oferta sexual.

No dia seguinte aproveitando-se da ausência de Richard, Stanley estupra Jen. A cena é grotesca e triste, como deveria. Antes de começar a violência Stanley é interrompido momentaneamente por Dimitri que fica parado na porta olhando em silêncio, logo em seguida virando as costas e saindo sem fazer nada. Homens protegem outros homens, nenhuma surpresa.

Jen lutando por sua vida e por sua sanidade.
Quando Richard retorna, Jen pede para ir embora o que ele recusa, os dois discutem e ele bate na moça. Com medo, Jen corre para o deserto depois de ameaçar contar à esposa de Richard sobre o caso deles e das suas falcatruas criminosas. Ela é seguida pelos três, mas é aquele em quem ela confiava que a empurra para a morte.

Um galho atravessa a lateral de seu abdômen na queda e os homens pensam que ela está morta, mas não está. Jen acorda e consegue se recuperar minimamente.

Não demora até eles descobrirem o fato e reiniciarem a perseguição, então o filme vira um banho de sangue digno do new french extremity.

Sendo Coralie uma ótima diretora, ela faz desses atos de vingança pequenos momentos de referência visual às violências que Jen sofreu.


4. A Cada Dívida o Pagamento Merecido:

O primeiro homem que Jen consegue matar é Dimitri, ela enfia uma faca em seu olho e o larga na água. Dimitri era o observador. Ela apenas assistia a moça enquanto ela andava e dançava. No momento em que ela era violentada, ele continuou apenas olhando. Foram os olhos de Dimitri que feriram Jen e foi pelos olhos que ele morreu.

A segunda morte é a de Stanley, mesmo armada é uma luta difícil para Jen porque ela é uma pessoa comum. Na cena, ela atira à distância nele e acerta em seu ombro, mas também é ferida. Na fuga ela quebra uma lanterna que carregava consigo e Stanley pisa em um caco de vidro.

A câmera foca em seu pé machucado, a abertura vertical no membro é semelhante à abertura vaginal e bem no meio do corte há um caco penetrando a pele. Não é preciso dizer mais, porque já é forte o suficiente relacionar essas duas cenas. Stanley é morto de maneira rápida e brutal exatamente como feriu Jen.

Richard é o último desafio de Jen.
Por fim, mas não menos simbólico temos Richard. Jen vai até a casa onde o homem está tomando um banho, ele percebe a presença de alguém e temos uma longa perseguição por cômodos e corredores encharcados de sangue. Jen atira em Richard na lateral de seu abdômen, onde ela teve o galho atravessado. E, o tiro fatal é em seu peito, mais precisamente em seu coração. Richard foi machucado nos dois lugares onde machucou Jen.

A vingança é simétrica.

Jen mirando na cara dos clichés.

Coralie Fargeat criou uma obra prima do terror e o rape and revenge feminista necessário para nossa geração. Agora, seria ótimo se finalmente deixássemos esse tema morrer, reparando a banalização e prazer voyeurístico que aplicaram a uma violência que é cometida a mulheres no mundo todo e ao tempo todo. Mesmo sabendo que isso não vai acontecer, pelo menos eu quero fazer você pensar de novo sobre esses filmes e, quem sabe, deixar de ser a audiência necessária para sua perpetuação.


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Older Posts

Páginas

  • Filmes e Séries
  • AM Podcast
  • Literatura

Posts Recentes

SIGA O AM

  • instagram
  • Spotify
  • YouTube

Arquivo do AM

  • abril 2023 (1)
  • janeiro 2023 (1)
  • janeiro 2022 (1)
  • dezembro 2021 (1)
  • janeiro 2021 (3)
  • novembro 2020 (6)
  • junho 2020 (2)
  • maio 2020 (3)
  • abril 2020 (2)
  • março 2020 (4)
  • fevereiro 2020 (2)
  • janeiro 2020 (1)
  • setembro 2019 (1)
  • agosto 2019 (1)
  • julho 2019 (1)
  • junho 2019 (2)
  • maio 2019 (8)
  • abril 2019 (14)
  • fevereiro 2019 (1)
  • novembro 2018 (2)
  • outubro 2018 (1)
  • setembro 2018 (1)
  • agosto 2018 (1)
  • junho 2018 (1)
  • maio 2018 (1)
  • abril 2018 (1)
  • março 2018 (1)

SOBRE O AM

O Arquivo Maldito nasceu com a intenção de analisar o mundo do terror (e da cultura pop em geral) com um olhar social e problematizador.

Marcadores

Filmes e Séries Terror Feminismo Representatividade Terror Indie Mulheres Literatura Clive Barker Colírios do Creepshow Abuso Amazon Prime Blumhouse Drag Me To Hell AJ.Bowen Antologia Arraste-me Para o Inferno Ash vs Evil Dead Bruxas Channel Zero Cultos Found Footage Frankenstein's Army Hellraiser Heróis Homofobia Hulu Into The Dark Junji Ito Livro Mangás Noroi Operação Overlord Raça das Trevas Sam Raimi A Horrible Way To Die Alfred Hitchcock Amy Seimetz Anos 80 Assassination Nation CW Charmed Digging Up The Marrow Fear Inc Gyo HBO Happy Hellstar Remina Lovecraft Ma no Kakera Mindy McGinnis Mãe! Neil Gaiman O Sinal Os Demônios de Dorothy Mills Procura-se Uma Babá Pânico Reboot Sandman Scream Sidney Prescott Southbound The Girl The Invitation The Shrine The Void Tick Timeless Uzumaki Você É O Próximo

Created with by ThemeXpose