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ARQUIVO MALDITO
1. Sobre a série:


Cidade Invisível é uma série brasileira produzida e disponibilizada pela Netflix, que estreou sua primeira temporada em 05 de fevereiro de 2021 e a segunda em 22 de março de 2023. A série é catalogada como fantasia, mas em muitos aspectos pode ser lida em subgêneros do terror. Criada por Carlos Saldanha e dirigida por Júlia Pacheco Jordão e Luis Carone, Cidade Invisível aborda um mistério que gira em torno de seres místicos, que mais tarde se apresentam como personagens do vasto folclore brasileiro. 
Na primeira temporada, embora elogiada por muitos e ficando entre a mais assistida em muitos países, a série recebeu diversas críticas por toda a falta de representatividade dos povos indígenas, onde muitos dos mitos tem suas origens.
Na segunda temporada a série compensou na representatividade, embora tenha recebido muitas críticas em relação ao roteiro e a curta duração de apenas cinco episódios, o que realmente acaba por tornar a construção de alguns personagens e tramas um pouco superficiais e deixa subtramas sem um desfecho satisfatório. Porém é interessante escrever e pensar em alguns acertos, como levar o cenário para o Norte do país, trazer sotaques e regiões muito diferente do que geralmente se vê, também nos foram apresentadas paisagens lindíssimas e a série tocou, ainda que de forma um pouco contida, em uma ferida que está aberta no Brasil, o garimpo ilegal e o massacre dos povos indigenas, originários de nossa terra e, é exatamente esse ponto que o presente artigo pretende debater.

2. O Garimpo Ilegal, uma ferida que ainda sangra.


 O Garimpo Ilegal é uma realidade cruel e sangrenta no nosso país e, extremamente atual, embora não seja algo novo.
Atinge principalmente a região Norte do Brasil, tendo como alvo a maioria dos territórios de preservação ambiental ou terra indígena. A segunda temporada de Cidade Invisível veio para sacudir o povo brasileiro e mostrar para os outros países uma realidade que muitas vezes fica escondida. A série esfregou em nosso rosto uma realidade que nos recusamos a ver, mesmo que nos últimos tempos tenha sido discutida aberta e repetidamente em rede nacional, após vir à tona toda a negligência vivida pelos povos Yanomami, que passavam por situações de pura calamidade, fome, miséria, doenças, destruição e contaminação de seu território, principalmente por mercúrio, tudo isso na constante busca por ouro.
Na série, os garimpeiros além de explorar a terra, fazendo o uso de um idoso, Lazo, que carrega a Maldição do Zaori (Um homem que nasceu na sexta - feira da paixão e consegue encontrar ouro com seus olhos brilhantes), eles também capturam um indígena, esse indígena é Norato, irmão gêmeo de Maria Canina, que também aparece na série. (Norato é uma serpente encantada que vive nos rios e se transforma em homem no luar, tendo salvo muitas pessoas de afogamentos), para que ele os leve até o Marangatu, um lugar sagrado, repleto de ouro. Na busca pelo metal precioso um dos garimpeiros assassina Norato, que se recusa a levá-lo até a “morada do sagrado”, como é dito na série. Cidade Invisível apresenta de forma clara como o garimpo atinge diretamente o meio - ambiente e afeta a vida dos povos indígenas.


As atividades de garimpo ilegal não prejudicam apenas os povos índigenas, com as doenças levadas pelos garimpeiros, que muitos desses povos não tem defesas naturais, também afugentam a caça e, como apontado por muitos, também trazem o trabalho forçado e estupros, sendo questões muito comuns, agrega Dantas (2023). 
Os povos ribeirinhos e quilombolas também têm suas sociedades desestabilizadas, e claro, as questões ambientais são gritantes e precisam de atenção. O meio - ambiente é atingido de forma extremamente agressiva, causando assoreamento dos rios, desmatamento da floresta Amazônica e poluição da terra e dos rios por mercúrio, sendo esse um dos problemas mais graves, pois o mercúrio atinge tudo, flora, fauna, rio e até o ser humano, se acumulando nos órgãos, podendo ter diversas consequências, envolvendo úlcera no estômago, alteração no funcionamento dos rins, alterações no sistema nervoso, uma contaminação silenciosa que em casos graves, pode causar a morte.
Para finalizar, Dantas (Greenpeace, 2023) aponta que em apenas cinco anos o garimpo ilegal nas terras indigenas de Munduruku e Sai Cinza, destruiu mais de 600 quilômetros de rios, e essa não é uma realidade isolada, mas algo que se vê todos os dias, e enquanto os brasileiros permanecerem fechando os olhos e fingindo que essa não é uma realidade, o garimpo ilegal permanecerá sendo uma ferida que sangra em nosso país.

REFERÊNCIAS:

BRUNATO, Ingredi. COMO CIDADE INVISÍVEL SE RELACIONA COM A REALIDADE. Aventuras da História, 2023. Disponível em: 
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/como-cidade-invisivel-se-relaciona-com-realidade.phtml (Último acesso: 17/04/2023)

DANTAS, Jorge Eduardo. GARIMPO ILEGAL: QUAIS SÃO OS IMPACTOS E PREJUÍZOS DESTE CRIME?. Greenpeace, 2023. Disponível em: 
https://www.greenpeace.org/brasil/blog/garimpo-ilegal-quais-sao-os-impactos-e-prejuizos-deste-crime/#:~:text=1%2D%20O%20garimpo%20ilegal%20causa%20danos%20irrepar%C3%A1veis%20%C3%A0%20natureza&text=A%20a%C3%A7%C3%A3o%20das%20dragas%2C%20bicos,insetos%20e%20microrganismos%20s%C3%A3o%20dizimados (Último acesso: 17/04/2023)

GUITARRARA, Paloma. GARIMPO ILEGAL NA REGIÃO NORTE DO BRASIL. Toda Matéria, Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/brasil/o-garimpo-na-regiao-norte.htm 
(Último acesso: 17/04/2023)

LIMA, A.L.L. CONTAMINAÇÃO POR MERCÚRIO. Toda Matéria, Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/contaminacao-por-mercurio.htm 
(Último acesso: 17/04/2023)
NORATO. Disponível em: https://fantasia.fandom.com/pt/wiki/Norato (Último Acesso: 17/04/2023)

ZAORI. Disponível em:https://fantasia.fandom.com/pt/wiki/Zaoris (Último acesso: 17/04/2023) 

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  • O que são Espaços Liminares?

De acordo com o texto "Starring the Landscape: On the Road Again – Horror In Liminal Spaces." essencialmente, um 'Espaço Liminar é um limiar, ponte ou portal. É qualquer lugar que está entre, de ou a caminho de outro lugar. Os espaços liminares não são lugares onde alguém realmente vive, porque são espaços de transição'. Basicamente, um Espaço Liminar é um entremeio, uma forma de chegar ao seu destino e não o seu destino em si (pontes, corredores, túneis, estradas, elevadores, etc.). Os Espaços Liminares no entanto, não se aplicam apenas a lugares físicos/materiais, também dizem respeito a estados emocionais, estágios da vida, do corpo humano e à subjetividade (os sonhos, a adolescencia, o coma, mudanças de casa, etc.), nesse caso, os E.L. se aplicam a um estado de espírito que está no caminho de outro (os sonhos são o meio entre o sono e o despertar, por exemplo).

  • Por que causam medo/desconforto?

Ainda de acordo com o site Geeking Out about It os E.L. nos tiram da zona de conforto, nos fazem questionar a normalidade das coisas, tornam estranho e bizarro algo trivial e cotidiano. Evocam uma falta de sentido, um vazio, a perda de propósito de um lugar. "Espaços liminares são lugares onde o véu entre os mundos é tênue, onde coisas e pessoas podem passar para o nosso mundo, seres humanos podem passar inadvertidamente para fora deste e eventos paranormais podem ocorrer".

  • Como os Espaços Liminares são usados nas produções de horror?
Justamente por evocarem sentimentos ambíguos ou puramente negativos, os Espaços Liminares sempre foram um recurso amplamente utilizado nas produções visuais de horror. Cenas com corredores vazios, tramas que se passam em rodovias intermináveis ou hotéis quase abandonados, são cenários recorrentes nos filmes e séries de horror. Recentemente, em 2022, o curta-metragem de found footage The Backrooms virou um hit no YouTube por explorar de forma muito criativa os Espaços Liminares.

Indicações de Filmes e Séries Que Exploram o Uso de Espaços Liminares:

  • Vivarium: filme de 2020, disponível na Amazon Prime Video. A trama começa simples: um casal buscando uma casa para comprar, é levado a um subúrbio bizarro do qual não pode mais sair.
  • El Incidente: filme mexicano de 2014, de Isaac Ezban. Conta três tramas a princípio sem relação, mas que aos poucos revelam ser paralelas. Todas elas se ambientam em tipos de espaços liminares: uma escadaria, uma estrada e o corredor de um hotel.
  • Suite 313: média metragem lançado em 2013 de Aaron Pederis. Um policial atendendo a chamado em um prédio acaba se deparando com perigos sobrenaturais. Aqui, o espaço liminar é ampliado pelo uso da câmera em 1ª pessoa.
  • The Backrooms: curta de found footage, baseado em creepypastas sobre espaços inacabados do mundo. Ninguém sabe quais são os seus limites nem por que eles existem.
  • Silent Hill: talvez o primeiro jogo a explorar a noção de espaço liminar como fonte de medo e cenário principal. A ótima adaptação cinematográfica explora os mesmos ambientes e cenários ao contar a história de Rose e sua filha Sharon, que pode ter uma ligação do passado com a cidade fantasma Silent Hill.
  • Ruptura: Série da Apple+ que aborda um futuro não muito distante no qual os trabalhadores podem optar por uma “alienação” literal em sua consciência, deixando suas memórias pessoais do lado de fora do local de trabalho. O primeiro escritório a usar dessa técnica é cheio de espaços liminares para criar uma eterna sensação de desconforto e irrealidade.
  • Não Feche Os Olhos: filme indie de 2021 sobre uma jovem com problemas para dormir devido a estranhos sonhos que ela testemunha quando cai no sono. Para tentar resolver, ela se envolve num teste médico que tem o objetivo de gravar os sonhos dos pacientes e decifrar seus problemas internos. É então que a barreira entre realidade e sonhos começa a se romper.
  • Absentia: um dos primeiros trabalhos de Mike Flanagan, mistura suspense, drama e terror para contar a história de duas irmãs enfrentando um mistério acerca do sumiço do marido de uma delas e o estranho túnel perto de sua casa.
  • The Night: um casal em crise precisa passar a noite em um hotel durante uma viagem. Por acaso (ou não) eles param em um hotel aparentemente normal. Porém, ao avançar da noite, coisas bizarras começam a acontecer e o casal percebe que o lugar não é tão seguro quanto imaginavam.
  • O Iluminado: Jack Torrance arruma um trabalho para cuidar de um antigo hotel durante o inverno. Levando sua esposa e o filho consigo, ele também espera conseguir terminar um romance que está escrevendo. O grande problema é que o Hotel Overlook não é um lugar comum.
  • Twin Peaks: série clássica de David Lynch, se concentra na investigação do assassinato da jovem Laura Palmer na cidade de Twin Peaks. Mas, como em toda obra de Lynch, o mistério está bem abaixo da superfície cotidiana.
  • Southbound: antologia excelente que se passa numa rodovia dos EUA e acompanha as pessoas que estão viajando nela. Cada trama é ligada discretamente entre si e evoca a sensação de estranheza e desolação.
  • Dawn of the Dead (1978): muito melhor que a versão de Zack Snyder, o filme de zumbi que acompanha sobreviventes isolados em um shopping, faz uma boa exploração de seus cenários para ampliar o sentimento de incerteza e desemparo dos personagens.
  • Channel Zero- No End House: a segunda temporada da série antológica de Nick Antosca, trata de uma misteriosa casa que aparece e some do nada e que é capaz de levar seus ocupantes a uma outra versão de sua realidade. Obscura e melancólica.
  • It Follows: com um trabalho de câmera bom em explorar corredores e paisagens amplas, It Follows usa esses espaços para exponenciar o perigo iminente pelos quais os jovens protagonistas, perseguidos por uma entidade sobrenatural desconhecida, estão sujeitos.
  • Possession: ao voltar para casa depois de um tempo longe a trabalho, Mark encontra Anna, sua esposa, demonstrando um comportamento estranho. A cada dia pior, ele coloca um detetive na cola da mulher pra saber a verdade por trás das suas atitudes. O que todos vão descobrir é totalmente inexplicável e aterrorizante. O diretor explora vários espaços liminares para demonstrar o estado mental de seus personagens.
  • Temos Vagas: casal em vias de divórcio, precisa pernoitar em um hotelzinho de beira de estrada. O que eles não imaginam é que o lugar tem perigos mortais que os fará lutar por suas vidas. Bom uso do cenário delugarzinho de fim de mundo estadunidense.
  • O Colecionador: suspeitando que o noivo a está traindo, uma jovem decide vasculhar os pertences que ele guarda em um prédio de depósitos. Ao chegar no lugar, o que ela descobre é bem mais obscuro do que uma traição.
  • Cubo: estranhos acordam em um lugar bizarro, sem saber como e por que. A cada sala que atravessam, perigos desconhecidos podem ceifar suas vidas. A liminaridade aqui está na incerteza do que virá a seguir em cada nova sala.
  • Estou Pensando em Acabar com Tudo: quase todo filmado dentro de um carro, acompanhando um jovem casal em viagem. Tanto o livro quanto o filme, evocam uma sensação de estar perdido e preso num lugar estranho, sem ter como voltar para casa.
  • In Fear: outro casal de viagem é o foco aqui. Dessa vez, viajando para um hotel no interior da Irlanda, dois jovens ficam num looping por uma estradinha isolada. Será que estão sozinhos nela? Tenso e agoniante.
  • A Cela: tentando salvar a filha de um político importante que foi sequestrada, uma equipe formada por psicólogos, liderada pela doutora Catherine tenta um método heterodoxo: entrar na mente do criminoso e explorar sua perturbada psique. O diretor Tarsem Singh tem um olhar único para criar os cenários mentais expostos no filme.
  • Cidade dos Sonhos: mais uma produção de David Lynch, esse filme tem uma narrativa intrincada, cheia de possibilidades de interpretação. Na trama, a jovem Beth conhece uma misteriosa mulher desmemoriada, durante a sua jornada para se tornar uma atriz em Hollywood. Ao tentar ajudar a mulher, Beth irá se envolver num mundo obscuro e inexplicável. O espaço liminar aqui está intrinsecamente conectado ao roteiro.

Referências:
  • Uncomfortable Liminal Spaces and the Horror Films that Influence Them. Disponível em: <https://www.scarystudies.com/liminal-space/>
  • Starring the Landscape: On the Road Again – Horror In Liminal Spaces. Disponível em: <https://tvgeekingout.wordpress.com/2021/07/02/starring-the-landscape-on-the-road-again-horror-in-limnal-spaces/>


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Para inaugurar a nova fase do Arquivo Maldito (antigo Arte Maldita) nós, as Arquivistas, faremos uma série de posts e episódios de podcast com o tema Terror Mundi: O Terror Pelo Mundo, no qual abordaremos alguns países ao redor do globo com suas produções dentro do gênero de terror, fazendo um histórico breve do país e de sua produção cinematográfica.

        Começando o Terror Mundi, escolhemos o México como o primeiro território a ser estudado, visto que o país tem se sobressaído bastante no terror nos últimos anos e merece ser mais conhecido.


O Cinema de Terror no México: Um Breve Histórico

        

Segundo o artigo “La Hora Del Espanto: El Cine De Horror Mexicano” as produções mexicanas de terror optaram por enfoques mais humorísticos em seus primórdios, lá pela década de 1930. Mesmo que existissem filmes mais “sérios” sendo produzidos, essa mescla de humor e terror vai ser uma das principais expressões do hibridismo mexicano ao trabalhar com o cinema de terror. Outros gêneros que se misturam ao terror nas telas mexicanas com frequência são a fantasia (com lendas e tradições locais) e a ficção científica.

       Esse mix de gêneros, como uma característica particular do terror mexicano, também é afirmado no artigo de Abigail Camarillo “Leyendas, Vampiros Y Luchadores: Radiografía De La Literatura Y El Cine De Terror En México”, onde Camarillo traça uma breve história das produções de terror mexicanas nas telas e fora delas.

        Nas décadas de 1930 e 1940 a filmografia mexicana de terror era marcada pela forte influência do expressionismo alemão e das obras de monstros da Universal Pictures, mesmo assim a cultura local foi o enfoque do primeiro filme de terror mexicano a ser feito: “La Llorona” de 1933. Os filmes de terror mexicanos costumam tratar de muitas lendas e costumes locais em suas tramas, o que encantou o resto do mundo.

        Já as décadas de 1940 e 1950 são lembradas por misturarem o terror com outro entretenimento popular no México: as lutas de ringue com homens mascarados. A união dessas duas fontes de diversão foi necessária para reavivar o cinema, que perdia espaço como indústria para a televisão naquele contexto. Assim o expõe a autora Silvana Flores em seu artigo “Entre Monstruos, Leyendas Ancestrales Y Luchadores Populares: La Inserción Del Santo En El Cine Fantástico Mexicano”:


“Ao contrário do cinema de Hollywood, que possuía tecnologia suficiente para cativar espectadores com as maravilhas do Cinemascope ou das primeiras experimentações com o cinema 3D, na América Latina foi preciso se adequar a orçamentos mais apertados e, portanto, foi necessário buscar outras estratégias para atrair o público em geral.” (Tradução pessoal).


         O novo subgênero “terror e lutadores” (que sempre vinha acompanhado de vampiros, lobisomens e múmias astecas) se tornou um verdadeiro sucesso local e mundial, sendo chamado por estudiosos de cinema de “mexplotation” por conta de suas características exageradas, o baixo orçamento e as altas doses de sangue, violência e, ocasionalmente, de sexualidade.

       Na década seguinte, alguns diretores vão ressuscitar o cinema mais “autoral” de terror, com filmes que focam no terror psicológico e fantasmagórico, o mais proeminente diretor dessa época foi Carlos Enrique Taboada, que entregou obras como “Hasta el Viento Tiene Miedo” (1967), “El Libro de Pedra” (1968) e “Veneno Para Las Hadas” (1984), que influenciaram outros diretores mexicanos e estrangeiros por sua originalidade e qualidade.

       A partir dos anos 1990, começa o chamado “Novo Cinema Mexicano”, cujas produções dramáticas recebem mais atenção do que o terror, o exemplar mais notório do gênero da década é Cronos, do hoje oscarizado Guillermo Del Toro, que trata do tema de vampirismo com a marca de fantasia típica do país.

     Atualmente, o cinema de terror mexicano tem se mostrado cada vez mais aclamado e continua sua jornada bem sucedida de unir terror, fantasia, ficção científica e questões sociais. Os exemplares mais recentes desse momento são “Vuelven” (2017) de Issa Lopez, “Somos Lo Que Hay” (2010) de Jorge Michel e “La Région Salvaje” (2016) de Amat Escalante. Viva el México!


Referências:

BRODERSEN, Diego. O Cinema Latino-Americano Conhece O Medo. Disponível em: <https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/fok/ags/21679648.html >

CAMARILLO, Abigail. Leyendas, Vampiros Y Luchadores: Radiografía De La Literatura Y El Cine De Terror En México. Disponível em: <https://animal.mx/entretenimiento/literatura-cine-terror-mexico/>

FLORES, Silvana. Entre Monstruos, Leyendas Ancestrales Y Luchadores Populares: La Inserción Del Santo En El Cine Fantástico Mexicano. Universidad de Buenos Aires. CONICET.

La Hora Del Espanto. El Cine De Horror Mexicano. Disponível em: < http://www.wikimexico.com/articulo/la-hora-del-espanto-el-cine-de-horror-mexicano>


Confira abaixo 12 recomendações de filmes de terror mexicanos para conhecer e se divertir:














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Depois de um loooongo tempo sem postagens novas por aqui e de um ano divisor de águas, o antigo Arte Maldita é agora oficialmente Arquivo Maldito (nome do podcast que já existia juntamente ao blog).
O Arquivo Maldito sempre foi uma junção de forças entre duas pessoas que amam história e terror, mas agora além de podcast também somos um único blog, e vocês vão ver que muita coisa legal vem por aí!
Um ótimo fim de 2021 e um 2022 mais tranquilo e feliz a quem nos acompanha!

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