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No sexto episódio do Arquivo Maldito, as arquivistas dão dicas de filmes com os tão temidos e amados monstros do terror.

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05 Motivos Para Ler "Evangelho de Sangue" de Clive Barker








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Eu gosto de monstros (nossa, que surpresa). Adoro ver artistas que criam espécies novas e diferentes em seus filmes, e adoro ainda mais quando a abordagem que dão para essas criaturas não é a de mera vilania ou ódio animal, sei que é legal ver isso também, mas é admirável que tenham pessoas dispostas a dar voz própria aos monstros que apresentam.

Consigo pensar em dois diretores que fazem isso com excelência: Guillermo Del Toro e Clive Barker. Eles são capazes de desenhar em suas mentes todo um sortilégio de monstruosidades anatomicamente bizarras, mas o tratamento que são para elas em suas narrativas é belo e poético, respeitoso até, eu diria.

Seus monstros não são colocados na história para servirem de saco de pancadas dos mocinhos, para reforçarem a ideia do normal e correto superando a bestialidade, estão lá para nos lembrar de que o que nos faz humanos está muito além das aparências de normalidade. Belas pessoas podem ser monstruosas, monstros horrendos podem ser belos.

Boone descobre Midiam.

Em Raça das Trevas, filme escrito e dirigido por Barker baseado em um livro seu (não há nada que mude a minha certeza de que quem melhor adapta as obras de Clive Barker é ele mesmo), temos a melhor amostra desse espírito de abraçar o monstruoso com mente e coração abertos.

Na trama do filme, acompanhamos o jovem Aaron Boone, um cara comum que começa a ter sonhos com criaturas estranhas e um lugar chamado Midiam, preocupando a si mesmo e à namorada Lori.

Boone começa a frequentar um psicólogo para entender a origem de seus pesadelos, o doutor Decker (interpretado por ninguém menos do que David Cronenberg, que voz suave ele tem gente). Decker tem absoluta certeza de que Boone é um assassino em série que a polícia tem procurado feito louca. O que Boone desconhece é que o próprio Decker é o assassino e que pretende fazer Boone ser preso por seus crimes.

Decker manipula a mente de Aaron, dá remédios psicotrópicos que lhe causam alucinações, para que o rapaz comece a engolir suas mentiras. Boone vai parar em um hospital onde conhece um sujeito estranho, que fala com ele sobre Midiam, descobrindo assim a sua localização, Boone então resolve ir até lá. Paralelamente a isso, Decker delata Boone para a polícia que está indo até o hospital prende-lo.

David Cronenberg como o manipulador e impiedoso Dr. Philipp Decker

Boone chega até Midiam e encontra alguns de seus habitantes, sendo atacado por um deles. Na fuga dá de cara com a polícia e Decker, que o alvejam com tiros. Por conta da mordida no ataque, Boone não morre, se transforma, escapando do necrotério e voltando para Midiam. 

Midiam é o lugar dos rejeitados, dos monstros, daqueles que não podem viver entre os “normais” e agora Boone é um deles. Para ficar na cidade, ele precisa negar toda a sua vida anterior e ele aceita isso.

Entretanto, Lori não está convencida da culpa ou da morte de Boone e sozinha resolve ir até Midiam mesmo desconhecendo onde esse lugar fica. Com a ajuda de alguns moradores de locais próximos a Midiam, ela consegue descobrir onde Boone está. Forçando-o a quebrar seu juramento de abandonar sua antiga vida quando ela fica em perigo.

Lori não parece se importar muito com a monstruosidade de Midiam, ainda que isso a apavore algumas vezes, ela quer ficar com Boone, ela o ama como for. Lori é a personagem mais sub-trabalhada em Raça das Trevas, mas não é de todo ruim já que ela representa a parte humana simpatizante dos “anormais” (vou usar muitas aspas nesse texto).

Lori e sua jornada para salvar o amado.

Decker, que estava seguindo Lori em suas investigações, porque também não se convencera da morte de Boone, acaba encontrando Midiam e, por consequência, Boone e seus novos conhecidos. Decker foge da cidade ainda chocado com a descoberta de quem vive lá e resolve retornar com apoio para destruir Midiam e Boone de uma vez por todas.

Os habitantes de Midiam não são monstros no que tange suas personalidades e convicções. São apenas pessoas com corpos diferentes, com capacidades sobre-humanas. A maioria deles é doce, inteligente e corajosa. Eles não matam sem necessidade e não odeiam quem não os ameaça. Ao contrário dos humanos ditos “normais”.

Alguns habitantes de Midiam.

Decker se toma como um agente da ordem, em uma fala ele se expõe como aquele que está na terra para limpa-la das impurezas como outros antes dele já fizeram. Há muitos subtextos religiosos em Raça das Trevas, mas isso é para outro momento. O psicólogo se torna o representante máximo das forças opositoras de Midiam.

Colocando os dois lados em perspectiva nós temos: os habitantes de Midiam, seres que foram rejeitados e odiados sem nenhuma razão, temos os indesejados, aqueles que queremos varrer para debaixo do tapete (ou para debaixo da terra, nesse caso). Quem seriam nossos “midinianos”? Todos os que não são considerados “cidadãos corretos”. Prostitutas, gays, negros, gordos, pessoas com deficiência, mendigos, toda a sorte de indivíduos que nem consideramos como pessoas.

No livro de Linda Badley, “Writing Horror and The Body: The Fiction of Stephen King, Clive Barker, and Anne Rice (Contributions to the Study of Popular Culture)”, há um capítulo dedicado à Clive Barker no qual a autora afirma o seguinte:


“Como King reinventou a novela de terror, Barker revitalizou o conto de terror, realocando-o no icônico, no grotesco e o irônico. Também o fez um veículo para ideias, forçando um gênero ‘reacionário’ a encarar tabus e a abrir-se a temas controversos: questões de gênero, feminismo, violência contra a mulher, homossexualidade, AIDS, a decadência urbana, a pornografia e a censura.”


Raça das Trevas é uma amálgama desses valores.

Do outro lado, nós temos os “defensores da ordem e dos bons costumes”: policiais, homens brancos e héteros, religiosos e psicólogos. Na nossa versão, não seria tão diferente assim. Não que intrinsecamente policiais, religiosos e psicólogos sejam más pessoas, mas de certo modo cabem a eles manter a “sujeira” e o desvio longe dos “bons e normais”.

Na parte final de Raça das Trevas nós temos o banho de sangue gerado por uma quase guerra civil entre Midiam e as autoridades. No início, os “midinianos” não querem resistir ao enfrentamento, mas Boone os convence a se oporem e lutarem, tornando-se seu líder. É bem o que acontece com as forças de resistência em nossa realidade. É preciso que lutemos ou nada nunca vai mudar para melhor. Ninguém nos protegerá a não ser nós mesmos.

Raça das Trevas, e a ficção de Clive Barker como um todo, estão aí para mostrar que nem sempre o terror e os monstros são metáforas que reforçam a necessidade do normal e do moralmente aceito. Nem sempre os monstros devem ser derrotados e é bem possível que eles sequer sejam monstros mesmo.

O verdadeiro monstro de Raça das Trevas.

As criaturas de tentáculos, espinhos e chifres não eram o verdadeiro mal a ser detido em Raça das Trevas, esse se escondia sob o um rosto belo e uma vida totalmente dentro dos moldes que aceitamos e incentivamos sem questionar.

Midiam não era o Inferno que guardava os demônios longe da humanidade, era um refúgio, a Terra Prometida para os sem lar e afeto. À essa visão, nós somos os vilões da história, não eles.

Está mais do que na hora de revertermos nossos padrões.

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Hellraiser é um clássico consumado do horror. O primeiro filme roteirizado e dirigido por Clive Barker (baseado em sua obra escrita) é um primor da maquiagem e do gore sofisticado. Sua sequência direta manteve a qualidade técnica mesmo que Barker apenas a produzisse. A terceira parte, mais distante da marca do talentoso britânico, ainda é um filme divertido e com bons momentos (e mais tempo de Pinhead em tela). Dali para frente a franquia viraria uma bagunça tremenda, sem eira nem beira. Reparando no elenco e na trama dos 3 primeiros filmes é fácil ver que há uma presença bem forte de personagens femininas muito interessantes, vamos conhecer:

 1.       Hellraiser: Renascido do Inferno:

Kirsty Cotton (Ashley Laurence):


Nossa protagonista é uma das melhores Final Girls do terror. Kirsty já rompia noa anos 80 algumas barreiras do estereótipo de protagonistas femininas que sobreviviam ao final dos filmes. A moça é esperta, corajosa, abertamente independente e sexual, sem ser sexualizada. Kirsty toma a frente das situações de perigo para no primeiro filme tentar salvar seu pai dos planos da esposa Julia e de seu amante, o despelado Frank (também tio de Kirsty), e na sequência ajudar a jovem Tiffany do doutor Philip Channard, que quer usar a fixação da menina por enigmas para abrir a Configuração do Lamento. Também enfrenta na segunda parte mais uma vez a madrasta Julia, tudo sem a ajuda significativa de nenhum homem. Na verdade, nessa trilogia não há muitos homens no lado dos mocinhos.


Kirsty Cotton merece todos os louvores dos fãs do terror por ser uma ótima personagem e nos entregar mais do que os clichês preguiçosos querem nos dar. Uma boa mocinha merece uma vilã à altura, vamos à Julia Cotton portanto.


Julia Cotton (Clare Higgins):


Julia é em minha opinião a melhor personagem de Hellraiser, depois do Pinhead, claro. Num primeiro momento ela é só uma mulher comum, casada e numa vida padrão. Mas quando descobrimos do caso que tinha com o cunhado Frank, percebemos que por baixo da aparência certinha e controlada de Julia tem um tipo de distorção, um fogo assassino que só Frank conseguia entender (porque ele também o tinha). Mesmo assim, Julia reluta em se entregar completamente aos planos infernais do amante, pois ela nutre algum amor por Larry, seu marido. Não é fácil entender Julia, até o final ela é instigante.


Quando enfim ela abraça o lado mal, Julia retorna do inferno como uma ameaça maior do que Frank foi no primeiro filme. A atriz Clare Higgins entrega de longe a melhor atuação do elenco humano de Hellraiser, e cria uma personagem cheia de nuances que merecia mais reconhecimento.


2.       Hellraiser II: Renascido das Trevas:

Tiffany (Imogen Boorman):


Aparecendo apenas na segunda parte da trilogia, a personagem de Imogen é uma menina traumatizada, que não fala muito no filme. Tiffany era uma garota inteligente, de modo matemático. Não havia nada que ela gostasse mais do que resolver enigmas o que desperta o interesse do doutor Philip Channard, um médico com intenções obscuras e nada ético no tratamento de seus pacientes. Internada no mesmo hospital para onde Kirsty é levada após os eventos do primeiro filme, as duas viram amigas e ambas lutam com muita bravura para sair do inferno (literalmente). Não há muita coisa a se destacar sobre Tiffany nesse filme (foi nos quadrinhos que ela ganhou mais importância), mas é interessante que tenham escolhido mais uma mulher para acompanharmos durante o filme e uma mulher cuja inteligência é a maior qualidade.


3.       Hellraiser III: Inferno na Terra:

Joey Summerskill (Terry Farrel):



Joey é uma jornalista desesperada por uma história interessante para trabalhar. Em uma noite ela e sua equipe estão num hospital à espera de algo importante acontecer, quando uma vítima dos cenobitas cruza as portas do local e ela acaba testemunhando a ida do homem para as mãos infernais deles. Ela, obviamente começa a investigar o caso e acaba se deparando com os mistérios sobre a identidade humana de Pinhead, o Capitão Eliott Spencer. O homem chega até ela através de seus sonhos com o falecido pai, que também era soldado.


Spencer pede a ajuda de Joey para mandarem Pinhead de volta ao inferno de onde ele conseguiu escapar e impedi-lo de tornar a terra uma extensão de sua casa.

Joey é inteligente e corajosa, ainda que o filme em si não colabore em alguns momentos, é legal que tenham mantido o protagonismo nas mãos das mulheres.


Terri (Paula Marshall):


Durante as investigações de Joey ela acaba chegando a um clube noturno, onde se encontra o artefato que encerrava Pinhead e a Configuração, comprado pelo dono do clube. O sujeito tinha uma namorada chamada Terri, que acaba testemunhando algumas coisas estranhas e é quem leva a Configuração para Joey.


O que eu acho muito bacana na terceira parte de Hellraiser é justamente essa amizade inesperada entre Joey e Terri, eu tinha certeza que a situação não duraria muito, mas Joey até chama a moça para morar em seu apartamento para mantê-la segura. A amizade delas é muito legal de assistir e é espantoso que um filme trash de terror dos anos 80 consiga fazer o que a maioria de hoje não consegue: passar no Teste de Bechdel com louvor.


Boa parte do filme é com Joey e Terri conversando sobre suas vidas e sobre o mistério que precisam resolver. Mesmo que, mais uma vez, o roteiro não saiba aproveitar melhor isso.

É bom perceber que alguns dos meus filmes de terror prediletos dos anos 80 reservam algumas surpresas interessantes mesmo depois de muito tempo. Como a representação feminina é algo que prezo bastante, é ainda melhor me dar conta que mesmo com falhas, esses filmes podem trazer personagens interessantes e marcantes para a história do terror.



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O ano era 2008 e eu era apenas uma menina de 15 anos frequentando a oitava série, não era popular na minha turma, era o extremo oposto disso na verdade. Havia muita dor dentro de mim naquela época, muito não-dito ecoando e nenhuma experiência para lidar com aquilo. Parecia que nada ia melhorar nunca, mas foi aí que ele apareceu: com a voz rouca, o jeito lento de falar e um mundo interior cheio de assombro e cores. Clive Barker me guiou para um universo do qual eu nunca mais iria querer sair. Mas vamos com calma e contextualizar algumas coisas.

Clive Barker é um escritor, roteirista, dramaturgo, diretor e artista plástico (ufa!) britânico que vive nos EUA. É o criador de Hellraiser, sua obra mais famosa. Nos altos dos meus 15 anos pouco contato eu havia tido com ele, eu sabia do filme Hellraiser e que ele era famoso no meio do gênero de terror, nada mais. No entanto, desde meus 13 anos eu tinha uma sementinha obscura germinando em meu cérebro, seus ramos produziam em mim todo tipo de imagem maligna. Em minha ingenuidade infantil eu escondia tudo da minha família, mesmo  eu tendo escrito minha primeira história de terror na 2ª série do primário, eu achava que eles iam me julgar estranha, assim como todo mundo na escola. 

Eu escrevia pequenos textos, fazia desenhos macabros em pedaços de papel que em seguida iam para o lixo, tudo para me proteger do julgamento alheio, vindo especialmente do patriarca da minha família. Eu criava e destruía compulsivamente e sofria com isso a cada vez.

Em meio a idiotas na escola e a critica familiar eu me sentia acuada, presa e estava convencida que havia algo errado comigo por pensar em monstros, fantasmas, mutilações e gostar disso tudo. Só podia ter, já que ninguém ao meu redor era assim. Minha mãe que costumava desenhar já não fazia mais isso pra eu ter um apoio, então era difícil acreditar que seria compreendida. Que dias melancólicos.

Foi então que estreou o filme "O Último Trem"/"Comboio da Morte" ou "The Midnight Meat Train", como sempre gostamos de filmes de terror na minha casa (irônico eu me sentir estranha, não é?), meu pai comprou o filme em DVD e uma noite nós ficamos juntos para assistir. Não é um filme que eu seja fã, não o acho ruim, mas não consigo gostar dele (outra ironia), ele tem o tipo certo de sangue e violência, mas falta alguma coisa nos personagens e na atmosfera. O que importa aqui não é filme, mas o que ele tinha de extra.

No conteúdo extra do DVD havia um tópico entitulado Clive Barker: O Homem Por Trás do Mito ou algo assim, e meu pai o selecionou para ver. Eu estava apenas sentada no sofá, meio entediada e sem nenhuma ideia de que minha vida nunca mais seria a mesma, mas é assim com os grandes momentos, aqueles que são divisores de água, nunca estamos preparados ou esperando por eles.

Quando aquele homem apareceu e começou a falar eu mergulhei num vórtice mágico, numa viagem até a escuridão e a luz de outro ser humano e me vi refletida ali. Me reconheci. Me encontrei.
Num momento do pequeno documentário Clive fala sobre como começou a pintar e um trecho é especial:
"Foi como se eu descobrisse uma nova vida esperando por mim [...] Descobri que tenho tudo isso esperando para brotar de mim. [..] Um lugar seguro, sem ser perguntado do porquê. [...] O por quê é o assassino da arte."
São as palavras dele, mas era como se estivesse lendo minha mente, me libertando, me dando a chance de ser eu mesma.







Enquanto eu observava suas pinturas cheias de vida e cores, ainda assim tão assustadoras, minha mente pulsava de ideias. Imagens me invadiam, dezenas por minuto, era como uma represa que havia arrebentado. Eu via criaturas se apinhando na minha imaginação, suplicando para saírem. No dia seguinte, criei quatro desenhos de monstros em seguida. Sem culpa, sem medo, nada que me trancasse. Onde tivesse julgamento eu teria Barker para me proteger dele.

Assim como para ele, a arte do horror me dá sentido e significado para viver.

Em um documentário dos anos 90, Clive diz que a arte deve mudar a vida das pessoas, e que é com esse tipo de arte que ele se preocupa. Sei que muitos podem se perguntar como cenas grotescas, mortes violentas, sangue, monstros e horrores diversos podem ser positivos. 

Eu não me preocupo mais, porque cada vez que essa dúvida surge para mim eu me lembro da menina tímida, triste e desesperada por um caminho e por aprovação, que encontrou um farol em um britânico de meia idade. Que foi capaz de mudar a vida de uma pessoa exatamente com essa arte tão menosprezada e incompreendida, mas tão necessária e ancestral, que é a Arte do Horror.

Deixo por fim, um recado do cantor Voltaire de sua música "Death, Death (Devil, Devil, Devil, Devil, Evil, Evil, Evil, Evil Song)", caso vocês ainda se questionem, ainda tenham medo e dúvida sobre esses demônios em suas mentes. E deixo também alguns desenhos originais, espero que ajudem vocês de alguma maneira.
"Então eu cantei...Mórbidas, diabólicas e malignas canções. Bem, você sabe que é assim que eu me dou bem. O mundo está cheio de tragédia, então como isso poder errado?"







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