Into The Dark (Hulu/Blumhouse) — PT. 01

by - abril 19, 2019



No ano passado, o serviço de streaming Hulu (responsável por The Handmaid’s Tale) uniu-se com a gigante do terror Blumhouse, para lançar a série antológica Into The Dark. A atraente proposta é de lançar um episódio por mês focado na festividade correspondente a ele, o formato está próximo de um filme temático mensal. Como toda antologia, tem seus pontos fortes e fracos, mas no geral a série tem sido bastante interessante e competente, vamos começar pelos três primeiros segmentos lançados em 2018:

1-Outubro — The Body:



A primeira festividade a ser trabalhada é o Halloween obviamente. Na trama de The Body, um assassino de aluguel chamado Wilkes (Tom Bateman, charmoso e bom) deve levar o corpo de sua vítima até um ponto de entrega até o fim da noite, mas algumas coisas dão errado e ele acaba numa festa com jovens que descobrem seu segredo. Uma delas, Maggie (Rebecca Rittenchouse, muito bem) não parece se importar muito com a profissão do sujeito e resolve ajuda-lo em sua empreitada.



O ritmo do episódio é bem colocado, nunca ficando cansativo. A trama original é bastante instigante e nos deixa bem interessados no que vem a seguir. O elenco em si é muito bom, cumprindo com excelência seus papéis, boa parte do interesse se dá pela química excelente entre Maggie e Wilkes. The Body é uma boa entrada para a série.

2-Novembro — Flesh And Blood:


Seguindo o calendário de feriados norte-americanos vem o episódio de Dia de Ação de Graças. O suspense impera na história de uma família cuja matriarca faleceu há um ano. A filha Kimberly (Diana Silvers) desenvolveu agorafobia depois da morte da mãe, assim como comportamento paranoico e delirante. Seu pai (interpretado por Dermot Mulroney de O Casamento do Meu Melhor Amigo, ótimo), tenta segurar as pontas e cuidar da vida. No aniversário da filha, alguns dias antes do feriado ele dá de presente à menina um colar. Numa noite assistindo ao noticiário ela vê que uma moça desaparecida e possível vítima de serial killer tem um colar idêntico ao dela e não demora até que ela desconfie que seu pai não é uma pessoa confiável.



Esse é um dos meus favoritos até agora, eu amo enredos de suspeita constante, claustrofobia, junto a questões familiares. Para quem gosta de tensão esse episódio é perfeito.

3-Dezembro — Pooka:



O Natal em Into The Dark é sombrio e estranho. O episódio dirigido por Nacho Vigalondo (do perfeito Colossal) é um dos mais bizarros e estilosos da antologia.

Wilson (Nyasha Hatendi, excelente) é um ator desempregado que depois de um teste de elenco estranho, aceita se vestir com uma fantasia de garoto propaganda da Pooka, um brinquedo novo e sensação entre as crianças. O problema é que depois de se vestir de Pooka, ele começa a perder a noção da realidade e de sua identidade, ao mesmo que Pooka parece não ser tão inanimado como deveria.



O episódio é muito estiloso e envolvente, mas o plot twist no final acaba deixando tudo menos impactante. Parece aquela amarração preguiçosa de “não sei como explicar tudo isso então vou dizer que é tudo um sonho” (não é isso no episódio, mas poderia ser). Mesmo sendo bom, Pooka! deixa a sensação de que poderia ter sido muito melhor se fosse mais ambicioso, mas vale pelo design da criatura que é super assustador.

No geral, os três primeiros episódios de Into The Dark são bons. A produção é boa, o elenco é bem escolhido e as histórias são instigantes o suficiente para manter a audiência até o final. No mercado fraco de séries de terror atualmente (ainda mais depois do cancelamento de Channel Zero), a antologia se apresenta como uma opção satisfatória ainda que não brilhante.

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