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ARQUIVO MALDITO

Todos nós sabemos que Hollywood é uma indústria multibilionária portanto gastar muito num filme, não se apresenta em 90% das vezes, como um problema. O estúdio paga um grande diretor, um elenco de estrelas e força uma campanha de marketing imensa em volta da obra. Tem tudo pra ser um sucesso, mas quando finalmente assistimos o filme... É um fracasso. Isso se agrava ainda mais com o gênero do terror, redescoberto como mina de ouro recentemente, a cada mês aparece um “A Freira” ou “It – A Coisa” com um bolso inchado pra mostrar que o terror ainda é atraente para o público. 

Há quem diga que quanto mais dinheiro recebe um filme de terror para ser feito, pior ele é. Eu não generalizo, existe muito filme de grande estúdio que se provou bom e tem muito terror independente que é ruim, a diferença entre eles é o dinheiro gasto pra fazer e quanto disso retorna para os produtores.

O fato é que quando vem de estúdio, as chances de cair em moldes é maior, os filmes “indies” de terror tem maior liberdade para testar e inovar. Este ano, eu tive o prazer de assistir a dois filmes de terror com baixíssimo orçamento que trabalham com a temática demoníaca, ambos a princípio parecem ser mais do mesmo, mas quando dei por mim fui pega de surpresa.

O primeiro filme é “Procura-se Uma Babá” (Babysitter Wanted) de 2008, produção canadense dirigida e escrita por Jonas Barnes. O longa acompanha Angie Albright (Sarah Thompson), uma jovem religiosa que se afasta de casa pela primeira vez para ir à faculdade. Sendo pobre, ela logo precisa arranjar um emprego para se manter, por sorte aparece um anúncio de um casal precisando de uma babá, só tem um problema: há um assassino de mulheres jovens rondando o campus, uma garota que trabalhava como babá está desaparecida e uma aura de perigo cerca Sarah depois de aceitar o emprego.


Quando ela conhece o casal e a criança, a estranheza apenas aumenta. O casal simpático precisa fazer uma pequena viagem e Angie ficará sozinha com Sam, a criança. Instruções são deixadas, tudo muito certo. Mas há algo estranho com Sam e tudo se agrava quando um estranho invade a casa e tenta mata-los. O resto seria revelar demais, as surpresas são muito boas. O que se pode esperar desse filme é muita crueza, maquiagem simples e boas atuações. Vá sem saber muito, sem esperar nada e divirta-se.



A segunda indicação é “The Shrine” de 2010, outra produção canadense, mas com rostos familiares no elenco, como Aaron Ashmore (o Bob de X-Men e Jimmy Olsen de Smallville) e Cindy Sampson (a Lisa Braeden, de Supernatural).



Na trama, a jornalista Carmen (Sampson) se apega ao mistério do desaparecimento de um jovem americano numa região isolada da Polônia. Com o diário do rapaz em mãos ela parte para o lugar, junto com seu namorado fotógrafo, Marcus (Ashmore) e outra jornalista. Seguindo o caminho e situações vividas pelo jovem, os três chegam a um vilarejo muito tradicional e conservador e são mal recebidos. Ainda assim, Carmen insiste em explorar as redondezas e acaba se deparando com uma estranha névoa no meio da floresta. A névoa é localizada não se alastrando ou dissolvendo, há um aviso dizendo para não entrar no meio dela, que é obviamente ignorado por Carmen e sua amiga.


Dentro da névoa elas veem uma estátua bizarra, de um deus/demônio e depois que saem de lá, as coisas se complicam e o grupo passa a ser perseguido pelos moradores locais, descobrindo que existia uma boa razão para não entrar na névoa.

O filme tem um ar amadoresco e o figurino parece de cospobre, no entanto a trama segura pelo mistério e pelos bons efeitos práticos. A atuação não fica devendo em nada, principalmente a de Cindy Sampson que dá um show no ato final. Vale muito a pena conferir.

Ambos os filmes são o “parece mas não é”, reservam novidades e originalidades usando bem o pouco orçamento que tem, dirigindo-o para o que a história necessita sem nenhum excesso. Dão de dez a zero em qualquer outro filme mais enfeitado e pegam pela trama inusitada e pela boa execução, nos lembrando que dinheiro não significa qualidade.
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